O cenário do e-commerce em 2026 é implacável. O tempo em que “subir um anúncio e esperar a venda” funcionava ficou no passado. Hoje, o custo de aquisição (CAC) não para de subir, as margens estão sendo espremidas e muitos lojistas, apesar de faturarem alto, não veem a cor do dinheiro no fim do mês.
Para entender o que mudou, conversamos com Bruna Guermandi (Estrategista de UX e Produto) e Wagner Rosa (Especialista em Growth), dois dos fundadores da Funsales. Eles abriram o “capô” de mais de 10.000 lojas virtuais e o veredicto é claro: o e-commerce brasileiro viciou no improviso.
O erro invisível da tecnologia sem estratégia
Bruna traz um exemplo que se repete em 9 de cada 10 auditorias que realiza. Ela chama isso de “tecnologia burra”.
“Recentemente, analisamos uma loja de cosméticos. Eles tinham uma área de ‘Compre Junto’ ativa nas páginas de todos os produtos. O cliente entrava para comprar um creme de R$ 60 e a loja sugeria, como oferta complementar, um babyliss de R$ 320. Isso faz com que o cliente ignore imediatamente a oferta, não tem lógica essa disparidade de preços”, explica Bruna.
O problema, segundo ela, é que a estratégia deve preceder a ferramenta. Se o produto sugerido é 4x mais caro e desconectado da necessidade imediata, você cria uma barreira mental.
“A regra de ouro da usabilidade é simples: se o cliente precisa pensar demais, ele não compra”, afirma Bruna. Vender melhor não é sobre ter mais aplicativos, é sobre criar uma lógica de consumo que faça o “sim” do cliente ser automático.
A “desculpa” do tráfego pago: um crescimento frágil
Se Bruna foca na micro-estratégia da página, Wagner Rosa olha para o macro. Para ele, o maior erro do lojista moderno é tratar o tráfego pago como estratégia, quando ele é, na verdade, apenas um insumo caro.
“Comprar visitas é o caminho preguiçoso. Ele não exige método, exige apenas orçamento. O problema é que as plataformas de anúncios agem como sócios que nunca aceitam ganhar menos. Se sua loja só cresce quando você injeta mais dinheiro em anúncios, você não tem um negócio, você tem uma dependência”, provoca Wagner.
Essa “desculpa” do tráfego esconde falhas graves de conversão e ticket médio. No longo prazo, o CAC explode, a margem encolhe e o lojista entra em uma corrida de ratos onde ele trabalha cada vez mais para lucrar cada vez menos.
A Solução: O Método FUN
Para Bruna e Wagner, a única saída para a escala lucrativa das vendas e do faturamento é parar de focar apenas em trazer mais pessoas para a loja e começar a faturar mais com quem já está lá.
É aqui que entra o Método FUN, uma metodologia dividida em 5 pilares:
- Estratégia: Definir a lógica de crescimento.
- Experiência: Como o cliente percebe o valor real.
- Incentivo: O que faz o cliente levar mais produtos voluntariamente.
- Mensuração: O que os dados estão gritando (e você não ouve).
- Decisão: Transformar números em lucro real.
Aplicando essa ciência, diversas lojas já conseguiram aumentos de até 121% no Ticket Médio. Não foi sorte, foi a troca do improviso pelo método.
O próximo passo: A Nova Forma de Crescer
A conversa com os fundadores deixa um alerta: 2026 não perdoa o amadorismo. Se você quer parar de ser um “operador de anúncios” e se tornar um gestor estratégico que domina suas próprias alavancas de lucro, o convite está feito.
Na próxima quarta-feira, 15/04, às 10h, Bruna e Wagner realizarão uma aula estratégica gratuita para apresentar, na prática, como aplicar o Método FUN na sua operação.
O improviso termina aqui.


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