O segundo semestre do ano concentra as datas mais importantes do calendário comercial para o e-commerce: Dia dos Pais, Dia das Crianças, Black Friday e Natal, tudo em sequência, em menos de seis meses. Além disso, o mercado online segue crescendo: segundo a ABComm, o e-commerce brasileiro deve superar R$258 bilhões em faturamento em 2026, com alta de até 15% sobre o ano anterior.

Olhando para essa previsão, fica ainda mais claro o quanto os próximos meses contribuirão para esse faturamento.

No entanto, crescimento de mercado não significa crescimento automático para sua loja. O consumidor brasileiro está mais exigente, usa muito mais o celular e se mostra bem menos tolerante com aquilo que atrapalha sua compra. Entender como atender esse cliente e vender mais em cada pedido que ele faz é o que pode levar a sua loja online para números nunca vistos antes no final do ano.

Bora conferir as tendências para os próximos seis meses no comércio online 👇


O consumidor de 2026 é outro: as tendências hoje surgem do comportamento de compra

O consumidor brasileiro de hoje pesquisa mais antes de decidir, transita entre vários canais numa mesma jornada de compra (site, marketplace, WhatsApp, redes sociais) e tem menos paciência com qualquer tipo de obstáculo, como comunicação confusa, falta de clareza nas promoções, fotos que não mostram o produto direito, prazo de entrega incerto, site lento… entre muitos outros.

Isso significa que a disputa não está mais só em “quem investe mais em anúncio” e conquista o cliente na base do grito; está, na verdade, em quem consegue entregar uma experiência completa, sem travas, desde o momento que o cliente é impactado pela promoção até o momento em que ele abre a caixa após receber a encomenda.

Organizamos as tendências em 8 itens principais que você precisa ter na ponta da língua até o final do ano:


1. Mobile commerce como canal principal, não mais “opcional”

Comprar pelo celular deixou de ser tendência para virar comportamento predominante. Segundo o levantamento E-commerce Trends 2026 (Octadesk + Opinion Box), a maior parte das compras do público digital brasileiro já acontece pelo smartphone.

Na prática, isso significa que uma loja com navegação ruim no celular vai perder muitas vendas, já que o cliente sai da loja assim que encontra o primeiro obstáculo. Se não dá para enxergar o que está escrito no banner da loja, por exemplo, o cliente não é nem impactado pela comunicação e, se nada segurar ele no site, ele sai rapidinho.


2. Social commerce: vender sem sair do feed

Social commerce é a venda que acontece dentro da própria rede social, sem que o cliente precise sair do ambiente para finalizar a compra. No Brasil, o Instagram segue como o principal canal desse tipo de venda, com o TikTok ganhando espaço rapidamente, especialmente entre o público mais jovem.

Segundo dados da Nuvemshop, quase 25% de todas as vendas do e-commerce no Dia dos Pais de 2024 vieram das redes sociais, com o Instagram respondendo pela grande maioria dessas transações.


3. Pix parcelado: um público novo entrando no jogo

O Pix parcelado, regulamentado pelo Banco Central, permite ao consumidor parcelar uma compra via Pix sem precisar de cartão de crédito. O lojista recebe o valor à vista, e a instituição financeira do comprador assume o parcelamento.

Isso abre a porta para uma fatia de consumidores que antes ficava de fora: milhões de brasileiros que não têm cartão de crédito, mas têm smartphone e hábito de comprar online.


4. O cliente espera carinho e cuidado

O consumidor de 2026 espera que a loja “entenda” o que ele quer, mesmo numa primeira visita. 

Se os canais de tráfego foram construídos da forma correta, a loja está recebendo clientes com muito potencial de compra e o papel do site é dar continuidade na comunicação que atraiu o cliente até lá.

E, não menos importante: a comunicação precisa continuar o contato com o cliente mesmo depois da primeira compra. Segundo levantamentos do setor, uma segmentação simples por estágio do cliente (novo, recorrente, inativo) pode aumentar a receita gerada por e-mail entre 30% e 60% em lojas de pequeno e médio porte.


5. Pós-venda como estratégia de retenção, não só formalidade

Com tantas datas comerciais concentradas no segundo semestre, reter quem já comprou fica tão importante quanto conquistar cliente novo e sai bem mais barato

O pós-venda que realmente fideliza vai além do e-mail automático de confirmação de pagamento: inclui comunicação proativa sobre status da entrega, política de troca fácil de encontrar, e um contato perguntando se o cliente ficou satisfeito com o produto (convidando-o, inclusive, a deixar a avaliação dele na loja).

Esses pequenos gestos geram avaliação positiva, indicação espontânea e recompra, um ciclo que se retroalimenta ao longo do semestre inteiro.


6. Frete: o maior vilão do abandono de carrinho

O frete continua sendo o principal ponto de fricção da jornada de compras online no Brasil.

Segundo o E-commerce Trends 2026, a grande maioria dos consumidores já desistiu de uma compra por causa do valor do frete, e uma parcela expressiva deixa de comprar também por conta do prazo de entrega ser muito longo.

Quando a compra costuma ter um destino específico, como por exemplo um presente para alguém numa data específica, o prazo pode pesar na decisão de compra até mais que o próprio valor total do pedido.


7. A confiança na loja passou a ser critério de decisão, não é mais apenas uma boa prática de consumo

Uma parcela muito alta dos brasileiros conectados já desistiu de comprar numa loja virtual por receio de fraude ou golpe, ainda segundo o E-commerce Trends 2026

Quando o cliente está comprando presentes, por exemplo, qualquer sinal de insegurança já é motivo suficiente para ele abandonar a loja e procurar outra opção.


8. Planejamento antecipado: a tendência que só depende do lojista

Lojistas que tentam montar estratégias de vendas em cima da hora, como por exemplo lembrar da Black Friday na última semana de novembro, costumam ter resultados bem menores do que aqueles que se planejaram com pelo menos um mês de antecedência.

Com o e-commerce em crescimento contínuo e considerando o novo consumidor pouco tolerante à erros de comunicação e obstáculos durante a compra, não é o melhor caminho fazer o planejamento no desespero, abrindo margem para erros de comunicação e inconsistência nas ações de vendas.


Um método que te ajuda a planejar sem insegurança

Nenhuma dessas tendências funciona de forma isolada, ou seja, você não pode escolher apenas uma delas e deixar as outras de lado se quiser aumentar as vendas e o faturamento da loja.

Uma boa navegação no smartphone não compensa informação confusa sobre prazo de entrega;

Social commerce bem feito não garante a conversão da venda se o site não carregar direito;

Fazer o planejamento sem ter como base dados reais pode até aumentar o faturamento mas negligencia a margem de lucro.

Essa é exatamente a lógica por trás do Método FUN, um método de crescimento para lojas online criado pelos fundadores da Funsales. Como regra do método: estratégia, tecnologia, experiência de compra, marketing e mensuração de resultados precisam trabalhar juntos, porque nenhum deles funciona isoladamente, sem depender do outro.

Não por acaso, as tendências para o segundo semestre de 2026 se encaixam nessas mesmas cinco frentes, as quais chamamos de pilares dentro do Método:

  • Planejamento antecipado e promoções criadas com base em dados reais → Estratégia
  • Navegação sem obstáculos e diversidade nas formas de pagamento → Tecnologia
  • Comunicação clara e nos locais corretos e geração de confiança → Experiência 
  • Social commerce e canais de tráfego → Marketing
  • Entender o que já funcionou na loja → Mensuração

O segundo semestre de 2026 tem grandes oportunidades para quem entra nele preparado: entendendo como trabalhar essas oportunidades de acordo com o cenário atual da loja e de acordo com as tendências do e-commerce no Brasil.

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